As minhas últimas experiências políticas trouxeram-me muitos problemas de consciência...
Os candidatos pareciam pessoas em quem podia confiar, mas depois de eleitos eram uma decepção. Nisso não há nada de especial. A maioria das pessoas da minha idade, mais novas e mais velhas que eu passaram ou passam pelo mesmo problema.
Os recentes escândalos políticos nos tornam cada vez mais temerários. Talvez depositemos um cheque em branco nas mãos de quem deveria estar nos representando e essas pessoas preenchem o valor do cheque com somas altíssimas. O sentimento é o de uma grande traição. Nada tem mais solução. Política é coisa pra gente "psicopata".
É nesse desânimo que muitos políticos se pautam pra comprarem votos nas periferias e desprezarem a classe média desiludida com suas experiências.
Tais problemas são a causa do esquecimento de que a política é muito antes de tudo uma atividade eminentemente humana. Nascemos para a política e ela instrui nossos mínimos atos de sobrevivência.
Sem ilusões, podemos resgatar a nossa crença de voltar a fazer política e escolher representantes comprometidos com causas que acreditamos, sem colocar neles a expectativa de um salvador, mas de realmente estarmos de frente a um mediador, alguém capaz de influenciar e articular demandas socias amplas e contemplá-las nas agendas de governo. Assim deve ser um político: humano como nós; que compartilha nossos sentimentos; e que tenha a capacidade de, na prática, levá-los aos poderes públicos e trabalhar por uma vida melhor e pelo interesse da sociedade civil.
A partir de agora, vocês saberão porque para esta tarefa escolhemos Eliana Pedrosa.